OTAN

O PAPEL DA OTAN NO SÉC. XXI

"Our unique partnership was born in common philosophies of freedom and democracy. It was forged during half a century's fight against tyranny. Now it stands as a beacon of democracy, toleration, plurality, openness and candour in a world menaced by extremism and instability." – George Robertson

"If the use of military force, or the threat of use of military force, is necessary to bring about a political solution, NATO is prepared to do it." - Javier Solana

Resumo dos Temas


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Criada a partir da conclusão do Tratado do Atlântico Norte, em Abril de 1949, a OTAN foi concebida como uma aliança militar entre as nações alinhadas com o Ocidente no início da Guerra Fria, conflito que dominou as relações internacionais nas décadas que se seguiram ao término da Segunda Grande Guerra. Compatível com os princípios e propósitos da Carta das Nações Unidas, a organização se encaixa no conceito de "Acordo Regional" definido pelo capítulo VIII daquele documento. Geopoliticamente, sua função era servir de antídoto à superioridade militar em armas convencionais da União Soviética, que àquela altura ocupava metade do continente europeu e ameaçava a frágil balança de poder que emergiu da então recente conflagração mundial.

Desde então a OTAN passou por uma série de alargamentos que tornou a aliança mais forte e complexa. No entanto, os eventos que trouxeram o final da Guerra Fria causaram mudanças fundamentais no papel da organização. A desintegração da União Soviética e a reunificação da Alemanha levaram alguns analistas a acreditar que a raison d'être da OTAN não existia mais - diante da falta de uma ameaça concreta para manter a coesão interna dos aliados, que tradicionalmente tomam suas decisões por unanimidade - e estava fadada à dissolução ou à irrelevância. Contrariando esses argumentos, a organização soube se reinventar, transformando-se nos últimos anos em algo mais que uma mera aliança militar. Hoje em dia, a OTAN é também um instrumento político; um órgão de cooperação em matérias sócio-econômicas e militar-diplomáticas; e cada vez mais um mecanismo de segurança coletiva em um cenário estendido, abrangendo boa parte do hemisfério norte, em uma verdadeira comunidade Euro-Atlântica de democracias.

As intervenções aliadas na Guerra da Bósnia, em 1996, no Kosovo em 1999, e no Afeganistão desde 2001, demonstram as características da OTAN pós-Guerra Fria: uma organização não mais meramente defensiva, mas ativa na manutenção e na construção da paz e da segurança não só da região atlântica, mas também de seu entorno estratégico. Os sucessos colecionados recentemente, em especial nos bálcãs, deram credibilidade renovada à OTAN, que desponta no cenário internacional do novo milênio com um papel de crescente centralidade

Por outro lado, essa "nova OTAN" enfrentará problemas mais intrincados, em um mundo mais instável que o do antigo confronto leste-oeste para o qual ela originalmente foi arquitetada. Sua relação com outras organizações internacionais como a União Européia assim como os laços de cooperação com Estados externos ao pacto – a Parceria Pela Paz, por exemplo – suscitam uma miríade de possibilidades políticas e estratégicas. Da mesma forma, o próprio ambiente político interno dos países-membros passa por grandes mudanças. No momento em que as grandes potências européias presenciam uma renovação de suas lideranças e até, muitas vezes, um redirecionamento em suas políticas externas, o mundo aguarda com ansiedade para conhecer a nova face da Aliança, questionando sua capacidade conquistar uma estabilidade continental verdadeiramente duradoura.

É esse o desafio que se coloca aos estudantes universitários que farão parte da OTAN na SOI 2007, e espera-se que estejam prontos para tomar decisões importantes e difíceis nos dias de simulação que os aguardam.

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